23 janeiro 2017

ENTREVISTA COM AMANDA ÁGHATA COSTA

Primeiramente, fale um pouco sobre você. O que poucos sabem sobre Amanda Ághata Costa?

A Amanda é uma pessoa mega preguiçosa (que procrastina sempre que pode!), e que adora ficar em casa vendo filmes e seriados. Além disso, tem muitos traços da verdadeira Amanda nos livros que escrevo.  

O que/quem mais te inspirou a escrever A Escolhida?

A Escolhida foi uma mistura de inspirações, na verdade. Sempre quis escrever um livro de fantasia e a ideia para essa história surgiu tão de repente, que nem pensei muito em começar a passá-la para o papel. Tudo o que eu pensava sobre o mundo naquela época, de alguma forma, foi inserido dentro do livro.

Qual o personagem mais difícil de sair do forno e por que?

A Ari, sem dúvidas. Ela é uma pessoa muito difícil de lidar e de ser entendida. Muitas pessoas tem raiva da instabilidade da personagem, mas ela precisa ser do jeito que é.

Você gosta de surpreender o leitor ou deixar com que ele saiba mais ou menos como tudo irá acontecer?

Gosto de surpreender, gosto de deixar os mistérios no ar. Muitas especulações às vezes coincidem com a realidade, mas eu tento ao máximo ir desenrolando as coisas aos poucos para que o leitor vá experimentando várias emoções durante a leitura.

Qual sua maior insegurança durante todo esse percurso?

A minha maior insegurança era de não conseguir conciliar as duas profissões que tenho. Ao mesmo tempo em que sou escritora, sou professora de educação infantil. Então preciso achar um tempinho para cada lado meu. Tem horas que preciso me dedicar à professora e em outros momentos à escritora. É meio cansativo, mas eu amo as duas profissões e não me vejo sem uma delas.


Mande um recado para os leitores de A Escolhida e faça com que eles tenham ainda mais vontade de ler A Subestimada:

Eu sou infinitamente grata a todos que leem minhas histórias, principalmente A Escolhida, que foi o meu primeiro passo no mercado editorial. Quem já conheceu a Ari sabe como ela é difícil e cabeça dura, mas em A Subestimada ela vai aprender que nem tudo é como a gente pensa. Que temos que tentar ver por todos os lados possíveis. Muitas surpresas virão no próximo capítulo dessa história. Vocês mal podem esperar!


Agora reservei o resto dessa entrevista para você falar um pouco de NOPD, pois todos sabemos que você está doida pra falar dele (e nós loucos para saber um pouco mais) hahaha!

Ah, e como estou ansiosa! NOPD vai falar sobre a Betina, uma ex-pintora que viveu uma tragédia ainda na infância e que ainda vive nos destroços daquele fato. Vai ser um romance muito intenso, com drama e amizades muito fortes, além de tratar de violência doméstica e sobre perdas. Preparem os lencinhos.


Quais as principais diferenças entre as protagonistas de NOPD e A Escolhida?

NOPD é o meu xodó até o momento. Os temas retratados nesse novo romance são muito mais sérios e falam sobre a realidade de muitas mulheres. Por isso, as protagonistas também tem grandes diferenças. A Betina é uma personagem mais frágil do que a Ari, mas que também luta pelos seus ideais. Enquanto a Betina se agarra nas amizades dela, a Ari sempre quis se afastar das pessoas. Então existe essa questão de uma não precisar do contato com os outros, enquanto a outra é grata por quem ela tem ao seu lado.

Há quanto tempo você está planejando NOPD?

NOPD é um projeto que tem uma base mais antiga, mas que foi reestruturado bem rápido. Comecei a escrever ele durante o NaNoWriMo de 2016 e não teve tantos planejamentos. A história estava toda na minha cabeça e escrevê-la tem sido incrível.

Você encontrou alguma dificuldade em sair um pouco da fantasia?

Na verdade, saí totalmente da fantasia com NOPD, porque esse é um romance contemporâneo. Não tive dificuldade, pelo contrário, serviu para que eu saísse de uma fase de bloqueio criativo. 

Defina este novo livro em uma frase:
Quanto mais você se conhece, mais feliz você pode ser.

7 comentários:

  1. Olá, amei demais essa entrevista, adorei conhecer mais sobre a autora, ela é muito legal e fiquei super interessada no novo livro dela, vou ficar aguardando, qual vai ser o nome dele? Bjs

    www.livrosemretalhos.com.br

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  2. Oi Julia! :D
    A Subestimada eu já estava louca para ler e agora to ansiosa para conhecer a Betina também! <3
    Adorei conferir essa entrevista e ter a oportunidade de conhecer um pouco mais a Amanda, amo a Ari e o Luke. <3

    Beijos e até logo! ;)

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  3. Não li ainda os livros da Amanda, mas além do enredo bem interessante, acho também as capas muito bonitas.
    Deve ser complicado mesmo escrever sobre uma personagem complexa como parece ser a Ari e ainda fazer o leitor entender estas complexidades.
    Gostei da entrevista, parabéns e sucesso para a autora.
    Bjs

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  4. Já li o enredo desses livros em outros bloga e achei muito interessante, inovação no cenário de leitura e adorei a entrevista com a autora.

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  5. Oi Julia, tudo bem?
    Eu não conhecia a autora e através da entrevista percebi que ela é bem carismática e batalhadora afinal encarar uma jornada de trabalho dupla como professora/escritora não é uma tarefa fácil, principalmente em um país onde a educação e a leitura ficam em segundo plano. Com relação aos livros fiquei bem interessada em conhecer tanto o de fantasia quanto o romance contemporâneo, parece que os enredos são bem construídos.
    Beijos

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  6. Ju, adorei responder essas perguntas, principalmente falar de NOPD que vem sendo um projeto mega especial pra mim. Obrigada pelo carinho e pela entrevista tão completa! <3 Beijos!

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  7. Olá, Julia!
    Encontrei sua postagem em algum lugar e resolvi fazer uma vista. Adoro a Amanda de coração e ela sempre me surpreende com cada projeto. Sua entrevista está impecável e tem tudo o que precisam saber.
    Grande abraço.

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